Com o aumento exponencial da presença de muçulmanos na Europa, maioritariamente emigrantes e oriundos de países com costumes e tradições bem diferentes das dos países que escolheram para viver, o Islão começa a ter uma projecção maior.
Nem sempre pelas melhores razões, infelizmente.
A França vai avançar com aquilo que já se esperava, a proibição do uso do rosto totalmente tapado, quer com o uso da Burka ou niqab. Ou seja, a mulher islâmica pode usar hijab pois permite a sua identificação, mas não outro tipo de cobertura que não permita a sua identificação. Também os homens que obriguem as mulheres a utilizar este tipo de vestuário serão penalizados.
O projecto de lei ainda não foi aprovado, mas é altamente provável que o seja.
Também existe a discussão sobre a percentagem das mulheres que realmente usam este vestuário na França e se realmente ele é uma imposição islâmica ou um costume tribal, regional ou de um regime político.
O que acham disto? Uma lei perfeitamente de acordo com a sociedade francesa/europeia, região que essas mesmas pessoas escolheram para viver e como tal tem que seguir as leis locais, ou uma tentativa francesa de manter a “paisagem” francesa o menos islâmica/muçulmana possível?
Mais informações aqui, aqui e aqui.
P.S: Já em Setembro de 2009, na Itália, na cidade de Montegrotto Terme, passou a ser proibido as mulheres apresentarem-se publicamente com burKa ou qualquer outro tipo de vestuário que impeça a identificação. Segundo o presidente da cidade em questão, “[A burka] torna difícil e até impossível reconhecer ou identificar a pessoa que está a usar; é um comportamento que não pode ser aceite em democracias ocidentais, onde o primeiro dever do cidadão é transportar um documento de identidade”, defende Luca Claudio.
Janeiro 12, 2010 at 3:27 am
Essas questões culturais são tão complicadas!
A tal lei parece injusta porque tira da mulher muçulmana a liberdade de expressão, por mais estranho que uma burka ou um niqab possa ser para nós ocidentais, mas há mulheres que sentem-se bem vestindo-as e não é nosso direito julgá-las por isso, mas por outro lado, a mesma burka e niqab que é usado por motivos religiosos por mulheres de caráter, pode ser usado como um disfarce por mulheres e até mesmo homens para fazer maldades ou transgredir preceitos. Não sei se é o caso dos países europeus, mas já ouví casos lá no Egitão de homens que vestiam niqab para ir a casa de determinadas mulheres e fazerem sexo com elas sem serem percebidos, como o niqab cobre a pessoa por inteiro, não tem como saber se é realmente uma mulher que está por baixo daquela roupa escura…
Bom, pra ser sincera eu ainda não tenho uma opinião 100% formada em relação a esse tema, isso não deixa de ser uma perseguição religiosa, e como cristã eu passei por esse tipo de problema quando estava no Egito e não me sentí nada bem, e olhe que nem foi a nível de leis constitucionais, então me coloco na pele de uma mulher muçulmana e imagino que a sensação não é das melhores também…
Janeiro 12, 2010 at 10:50 pm
Sim, eu acho que em França começa a haver uma perseguição a muçulmanos que pareçam mais terroristas…seja lá o que isso quer dizer.
Já eu, pessoalmente, não sou a favor de que as mulheres andem completamente tapadas e se recusem a mostrar o rosto para identificação visual. Sou a favor daquela máxima, “a nossa liberdade termina onde começa a do próximo”.
Obrigada por apareceres por aqui!
Beijos
Janeiro 13, 2010 at 12:17 pm
é uma questão difícil essa mesma… mas em parte tb por culpa das próprias comunidades muçulmanas q não se integram com o país onde estão instalados. No Brasil já vejo as mesquitas fazendo projetos sociais nos bairros q estão instalados, convidando as pessoas pra conhecerem, isso ajuda mto a sermos aceitos como queremos!! Mas sei que em vários países da europa se formam verdadeiros guetos às vezes, onde a pessoa nem fala a língua local, somente o árabe ou do seu país de origem, e depois quer ter direitos… mas é claro que a sociedade não vai aceitar isso.
Janeiro 13, 2010 at 6:38 pm
Sabes, aqui em Portugal a Mesquita da capital, por altura do Natal fez uma recolha de roupas e bens para depois distribuir por famílias carenciadas. Foi um acto bonito e muito bem enquadrado na quadra natalícia, em que muitas instituições de apoio social e a Igreja fazem colectas do mesmo género, apelando à generosidade desta quadra. E são actos como estes que levam a que as comunidades sejam bem aceites e que fazem mais pelo Islão que muitos discursos inflamados e de puro exercício de retórica.
E sim, é muito dificil a realidade de países como a França, por exemplo. Graças a Deus por aqui ainda não temos esse ambiente…e espero que nunca tenhamos. Mas é mesmo uma questão muito difícil!