Cá em Portugal estamos habituados a estar na cauda de Europa, estamos habituados a que nem tudo seja como gostaríamos que fosse e achamos que o nosso país ainda tem um longo caminho a percorrer para se igualar aos seus parceiros europeus. Por isso, quando uma notícia destas é publicada, sentimos que afinal, pequenos ou não, somos um povo com muitas qualidades.
” As medidas adoptadas por Portugal com vista à integração dos imigrantes foram premiadas pelas Nações Unidas. As iniciativas de Portugal na integração de imigrantes “estão na vanguarda da Europa e do mundo”. É o país com melhor classificação na atribuição de direitos e serviços aos estrangeiros residentes .
No relatório, Portugal é destacado como exemplo de boas práticas em matéria de integração e é citado como um dos países, onde os cuidados de saúde “estão acessíveis a todos imigrantes, independentemente do estatuto legal”. O documento também sublinha que Portugal é um dos “países desenvolvidos” onde é possível prolongar “licenças temporárias” e onde a população está menos preocupada com os custos para o Estado resultantes da presença de migrantes. Segundo o relatório, em 50 anos, o número de imigrantes em Portugal aumentará quase 24 vezes.”
Normalmente este é um dos sites que mais visito para obter informação quanto à emigração em Portugal, onde esclareço muitas duvidas e aprendo muito. E o site do ACIDI , que juntamente com um programa semanal na RTP2 nos dá a conhecer um pouco mais do que se faz em termos de emigração no nosso país.
Em relação à Comunidade Islâmica existente em Portugal, ela não é muito grande mas está bem inserida na sociedade portuguesa. Nunca surgiram conflitos ou situações mais problemáticas. A maior parte da comunidade é composta por emigrantes oriundos de ex colónias Portuguesas, tais como Moçambique, por exemplo. Uma outra parte é oriunda dos países do Magrebe, maioritariamente de Marrocos. Já disso se fazia notícia à cerca de um ano atrás, no DN, que passo a citar:
Portugal é exemplar na integração da comunidade
islâmica
2008-12-27 Jornal de Notícias
Portugal é um país exemplar no que diz respeito à integração da comunidade islâmica, defenderam este sábado vários especialistas numa conferência sobre o “Islão e a Cidadania”, organizada pelo Centro Português de Estudos Árabes-Pulaar e Cultura Islâmica.
“Portugal é uma arca de Noé, as pessoas estão integradas, as comunidades estão integradas e acho que a política de integração é uma política correcta. Não vejo que haja problemas de integração do muçulmano e do estrangeiro em Portugal”, defendeu Raúl Braga Pires, investigador do Centro de Estudos Africanos da Universidade do Porto, em declarações à Lusa, à margem da conferência, que decorre durante este sábado no auditório da Câmara Municipal de Almada.
O presidente do Centro Português de Estudos Árabes-Pulaar e Cultura Islâmica, por seu lado, lembrou que “noutros países europeus se ouve falar de conflitos e de grandes problemas entre etnias ou entre religiões, nomeadamente entre a religião islâmica e outras religiões”.
Situação que, no entender de Bubacar Baldé, não acontece em Portugal.
“Aqui em Portugal, da experiência que eu tenho, não há nenhuma pessoa que tenha sido agredida ou pressionada ou a quem tenham dito uma palavra má por ser muçulmano”, afirmou.
Aliás, para Bubacar Baldé, em Portugal passa-se exactamente o oposto.
“O Governo português e as instituições portuguesas estão a apoiar os muçulmanos para poderem gozar os seus direitos cívicos e religiosos aqui em Portugal”, defendeu.
Situação que o presidente do Centro Português de Estudos Árabes-Pulaar e Cultura Islâmica explica com a relação histórica e geográfica que Portugal tem com o mundo islâmico.
“Desde o século VII que o Islão entrou aqui em Portugal e Portugal foi porta de entrada do Islão na Europa através de Gibraltar para a Espanha e toda esta zona chamava-se Andaluz”, lembrou.
“Desde essa altura há uma grande mistura e a cultura portuguesa, mesmo a fisionomia portuguesa, tem sangue árabe e muçulmano”, acrescentou, sublinhando ainda que “na língua portuguesa há muitas palavras que são islâmicas”.
Também presente na conferência, o professor da Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, António Mendes, convidado para discursar sobre o “Cristianismo e a Cidadania”, defendeu que Islão e Cristianismo, em Portugal, podem não ter ainda a relação “que deviam ter”, mas “têm uma boa relação”.
“As grandes religiões têm todas o mesmo objectivo, são é caminhos diferentes para chegar ao mesmo sítio. O importante é ultrapassar divergências e chegarmos à conclusão que queremos todos a mesma coisa, que é criar um mundo mais harmonioso, mais fraterno e equilibrado e criarmos uma cultura de paz”, rematou António Mendes.
Ok, eu espero agora ver isto na prática…heheheh
Vamos lá ver se recebem bem o meu A.!!!